Impostos sobre imóveis na Europa em comparação Os impostos sobre imóveis variam na Europa. Descubra onde a carga fiscal é mais elevada e como Portugal se posiciona. 27 jul 2026 min de leitura Imposto de transmissão varia entre países Os impostos sobre imóveis começam logo na compra da habitação. Entre os países europeus, a Bélgica apresenta uma das cargas mais elevadas no imposto de transmissão, com taxas que podem atingir 12,5%, consoante a região. Seguem-se Inglaterra, Países Baixos e Luxemburgo, enquanto em Portugal a taxa máxima do IMT é de 8%. Apesar das taxas elevadas, alguns países aplicam benefícios fiscais para determinados compradores ou tipos de habitação. Em sentido inverso, Estónia e Chéquia não cobram imposto de transmissão, enquanto a Lituânia aplica uma taxa reduzida. No conjunto dos países analisados, Portugal surge entre aqueles onde este imposto tem maior peso. Imposto anual e rendimentos de arrendamento Os impostos sobre imóveis durante a posse também diferem significativamente. Em Portugal, o IMI varia entre 0,3% e 0,8%, enquanto Espanha apresenta uma das taxas máximas mais elevadas da Europa. Bélgica, Alemanha, Reino Unido, França e Lituânia também registam uma carga fiscal relevante. Já Chipre e Malta não cobram imposto anual sobre imóveis. No arrendamento, as diferenças são ainda mais expressivas. A Dinamarca lidera a tributação dos rendimentos prediais para rendas mais baixas, seguida pelos Países Baixos e Finlândia. Para rendimentos superiores, Bélgica, Dinamarca, Alemanha e Grécia apresentam algumas das taxas mais elevadas. Em Portugal, a tributação sobre os rendimentos prediais situa-se atualmente nos 25%, podendo reduzir-se em determinadas situações. Mais-valias também pesam na carga fiscal Na venda de um imóvel, os impostos sobre imóveis incluem a tributação das mais-valias. A Dinamarca apresenta uma das cargas fiscais mais elevadas, seguida do Luxemburgo e da Alemanha, embora neste último país exista isenção para imóveis detidos durante mais de dez anos. Entre os sistemas mais favoráveis destacam-se Malta, Macedónia do Norte e Roménia, onde a tributação é significativamente inferior. Portugal ocupa uma posição intermédia entre os países analisados, podendo a taxa aplicada às mais-valias atingir 24%. Portugal mantém posição intermédia na Europa A análise da carga fiscal evidencia diferenças relevantes entre os países europeus. Bélgica destaca-se como um dos mercados onde os impostos sobre imóveis são mais elevados, considerando a compra, posse e arrendamento. Em sentido contrário, Chipre e Malta oferecem um enquadramento fiscal mais favorável para proprietários. Para quem pretende comprar, vender ou investir em imobiliário, conhecer a fiscalidade de cada país é tão importante como avaliar o preço do imóvel, uma vez que os impostos podem influenciar significativamente o custo total do investimento. Fonte: supercasa.pt Partilhar artigo FacebookXPinterestWhatsAppCopiar link Link copiado